music_note
  • ¡HAZ TU PROGRAMA!
  • ¿QUÉ HACEMOS POR TI?
  • CONTACTO

ACTUALIDAD

A nova série de época da Netflix vai redimir Joseph-Ignace Guillotin

todayoctubre 15, 2020 3

Fondo
share close

Joseph-Ignace Guillotin era um médico diligente. Nos corredores do poder francês, que apodreciam sob a coroa de Luís XVI, destacava-se por se bater pela melhoria de vida das pessoas comuns. Empenhava-se particularmente nos temas relacionados com a saúde e foi por isso que, em plena Revolução Francesa, meses após a Tomada da Bastilha, defendeu que todos os condenados à morte deveriam ser executados de forma rápida e indolor, por decapitação, até então um privilégio da nobreza, e com recurso a uma “máquina”. O feitor do aparelho decepador foi outro, mas Guillotin, que se opunha à pena capital, não se livrou do ignóbil legado e de ver o seu nome transformado num utensílio de carrasco. Mais de dois séculos depois, o criador Aurélien Molas propõe em A Revolução, série de oito episódios a estrear-se na Netflix nesta sexta-feira, uma herança para o famoso médico que vá para lá da guilhotina – a descoberta de um vírus que muda o comportamento humano.

O vírus é oportunamente designado por Sangue Azul. Primeiro porque parece afectar apenas aristocratas, dos quais se diz terem sangue azul, figurativamente, para sublinhar uma alegada condição natural de superioridade; e depois porque o vírus torna essa expressão literal, mudando de facto a cor do sangue de quem o contrai, de vermelho para azul. Além deste efeito colorido, o vírus tem um outro bem mais pernicioso: em vez de matar o hospedeiro, faz com que este sinta uma inapelável vontade em matar os outros. Embora de forma selectiva: os aristocratas enfermos sentem-se compelidos a passar a fio de espada as pessoas do povo, e não os seus pares bem-falantes. É esta epidemia, que provoca a rebelião nesta versão da história, que é levada ao ecrã com um elenco composto por Amir El Kacem (Joseph Guillotin), Isabel Aimé González-Sola (Katell), Laurent Lucas (Charles de Montargis), Julien Frison (Donatien de Montargis), Marilou Aussilloux (Elise de Montargis), Gaia Weiss (Marianne) e Lionel Erdogan (Albert Guillotin).

A Revolução é o “confronto brutal” entre os poderosos e quem não tem nada a perder, rebeldes que se intitulam de Fraternidade. As poucas imagens que se conhecem da série, reveladas no Dia da Bastilha, abundam em violência, com perseguições, execuções e sangue a jorrar de ambos os lados. Nos salões, uma personagem assegura, a si e aos outros, que os poderosos serão sempre poderosos, insinuando uma ordem genuína e inalterável das coisas. Nos esconsos de Paris, os insurgentes empolgam-se com o discurso oposto: “Os nossos inimigos são poderosos. Mas, se nos unirmos, somos mais numerosos do que eles. Todos terão de lutar”, diz uma outra personagem. É nesse contexto que Guillotin atravessa barricadas, enquanto investiga a morte de uma jovem mulher, e tenta fazer sentido da sua descoberta epidemiológica. Os dados são escassos e o caso de um aparente elemento da Fraternidade com sangue azul vai aumentar as dúvidas do médico.

A Revolução
NetflixA Revolução

A narrativa tem início dois anos antes da Revolução Francesa (ou seja, em 1787), o mesmo tempo que demorou a produzir a série – a Netflix não tirou esta ideia da cartola para apresentar em plena pandemia. A Revolução foi apresentada com pompa e circunstância, em Janeiro último, aquando da inauguração dos vistosos escritórios da empresa em Paris, como parte de um conjunto de “originais” a produzir pela plataforma de streaming em França. Desse lote faziam parte a série de Damien Chazelle The Eddy, o documentário Anelka: O Incompreendido, ambos já estreados, e Big Bug, o próximo filme de Jean-Pierre Jeunet (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), que só deverá chegar em 2021. 

Netflix. Sex (Estreia T1)

+ As melhores séries para ver na Netflix

Escrito por Comunicación Cultural

Rate it

Artículo anterior

ACTUALIDAD

Premian a turista por su paciencia y abren Machu Picchu solo para él

Las autoridades peruanas han abierto las ruinas de Machu Picchu solo para permitir la visita de un turista japonés que, debido a la pandemia, ha tenido que esperar casi 7 meses para ingresar a la ciudadela inca. El ministro de Cultura de Perú, Alejandro Neyra, informó que Jesse Takayama, de 26 años, realizó “un pedido especial” después de quedar varado desde mediados de marzo en la localidad cercana de Aguas Calientes. Las declaraciones se llevaron […]

todayoctubre 15, 2020 5


Publicaciones similares


Portuguese PT Spanish ES
0%