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‘Two Weeks to Live” – o fim do mundo anda aí

todaydiciembre 23, 2020

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Saudosos de Arya Stark, uni-vos. O espectro da letal adolescente de A Guerra dos Tronos continua a pairar sobre a televisão e a causar calafrios a qualquer pessoa que tenha alguma vez constado numa lista – em qualquer lista. Desta vez, Maisie Williams, a actriz inglesa que dava corpo à rapariga da “agulha”, responde pelo nome de Kim Noakes e o título da série é Two Weeks to Live, mas a essência da personagem está lá: uma rapariga com pouco mais de metro e meio, de aparência frágil e perdida no mundo, que se revela uma lutadora implacável, obstinada e com uma funesta propensão para o ajuste de contas contra quem fez mal à sua família quando ela era ainda uma criança. A diferença é que a fantasia épica imaginada por George R. R. Martin, com queda para a violência e para a tragédia, dá lugar a uma comédia negra com contornos de thriller de acção pré-apocalipse.

Vamos aos detalhes. Kim Noakes tem 21 anos e passou a maior parte da vida isolada da civilização, vivendo numa cabana esquecida algures na floresta escocesa. A mãe, Tina Noakes (Sian Clifford, Fleabag), decidiu refugiar-se ali com a filha após o homicídio do marido, ensinando-lhe todas as técnicas de sobrevivência de que é capaz. À medida que a menina vai crescendo, Tina explica-lhe que o apocalipse está eminente e que, quanto mais “fora do radar” elas estiverem, mais hipóteses têm de resistir ao cataclismo. Kim acredita. O que não a impede de se sentir compelida, como qualquer jovem adulto, a largar as saias da mãe e partir à aventura. No caso de Kim, isso significa partir à descoberta do assassino do pai, cujas cinzas leva consigo quando foge de casa em direcção ao bar em que os seus pais se conheceram, tantos anos antes. É lá que estão os irmãos Jay (Taheen Modak) e Nicky (Mawaan Rizwan); este decide exercitar as suas sofríveis soft skills e mete conversa. Com umas bebidas a acompanhar, ela revela a extravagante condição do seu crescimento; eles – Jay, na verdade – decidem pregar-lhe uma partida e montar um vídeo falso sobre a vertigem em que a humanidade se encontra: faltam só duas semanas para o fim do mundo. O viés de Kim não lhe permite fazer outra coisa que não seja acreditar no que ouve.

A história de Two Weeks to Live – que é um original da britânica Sky e chega a Portugal através da HBO, nesta sexta-feira – é o cúmulo de uma brincadeira levada demasiado longe. Enquanto Jay e Nicky consensualizam que, caso tivessem apenas 15 dias para viver, se dariam por completo aos pecados da gula (dónutes) e da luxúria (sexo), Kim decide que, se assim é, mais vale acelerar o seu plano para localizar e aniquilar o homem que matou o pai à sua frente: o gangster Jimmy Davis (Sean Pertwee). Naturalmente, não são favas contadas. E, quando dá por isso, Kim está a fugir de criminosos a mando de Jimmy e da polícia, juntamente com os novos amigos e a mãe, que vai em seu auxílio. Jay e Nicky nem sabem onde se meteram, e a aptidão da jovem Kim para esfolar um veado e fazer da pele do bicho um saco-cama vai tanto estarrecê-los como deixá-los quentinhos.

A crítica britânica compara Two Weeks to Live a uma outra comédia negra de sotaque insular, The End of the F***ing World (Netflix). No entanto, a natureza do papel interpretado por Maisie Williams e o facto de este ser o seu regresso à televisão após A Guerra dos Tronos também tornam inevitáveis as comparações com Arya Stark. Mas o alcance do universo de Westeros é irrepetível, reconhece a actriz, hoje com 23 anos. Não vale a pena ter expectativas tão elevadas – nem os fãs, nem ela própria. “Acho que é um desafio impossível”, disse à NME, em Agosto. “Não sinto que haja pressão, mas isso é porque há muitas outras coisas que quero fazer. E também porque meço o sucesso de muitas outras maneiras [que não os níveis da audiência].” “Acho que jamais farei parte de algo que venha a ser visto por tantas pessoas ou transmitido em tantos países ou que custe tanto a fazer”, nota. “Mas posso ter a Sian Clifford como minha mãe [em Two Weeks to Live] – e essa é a verdadeira vitória! Há muitas outras coisas pelas quais ficar entusiasmada.” Ora, animação não deve faltar nesta minissérie de seis episódios, criada por Gaby Hull (We Hunt Together) e realizada por Al Campbell (Fit). Voltemos às palavras de Maisie Williams, desta feita ao Guardian, para sintetizar e fechar: “É um jogo do gato e do rato com muito suspense.”

HBO. Qua (Estreia).

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Escrito por Comunicación Cultural

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