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‘Encanto’: a magia está na celebração de uma família numerosa

todaynoviembre 24, 2021 2

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‘Encanto’: a magia está na celebração de uma família numerosa

A viver numa casita encantada escondida nas montanhas da Colômbia, todos os descendentes de Alma Madrigal foram abençoados com dons únicos – todos menos Mirabel, uma adolescente prestes a descobrir o quão extraordinária é, mesmo sem nenhum poder em especial. Antes, terá de vencer uma força misteriosa, capaz de destruir a magia em seu redor. Com canções inéditas do multi-premiado Lin-Manuel Miranda, Encanto fala-nos, por um lado, da pressão das expectativas irrealistas e dos ideais familiares e, por outro, da importância de contarmos uns com os outros para ultrapassar as malfadadas dores de crescimento.

“Queríamos contar a história de uma família numerosa desde o início. Mas também sabíamos que, se íamos ter 12 personagens, tínhamos de conseguir distinguir cada uma delas”, revela o realizador e argumentista Jared Bush, responsável pela novidade, juntamente com Byron Howard (co-realizador) e Charise Castro Smith (co-argumentista). “Encontrámos inspiração nas nossas famílias e em arquétipos universais, com os quais facilmente nos identificamos, como a ovelha negra, a criança prodígio, o mais forte e responsável ou uma mãe capaz de nos curar com a sua comida. A partir daí, tentámos desenvolver as dinâmicas familiares de forma a funcionarem e a serem relacionáveis, com ou sem magia.”

Os tais talentos extraordinários – como a super-força de Luisa, a ‘rocha’ da família, ou a vidência de Bruno, o tio desaparecido, que acabamos por reconhecer como um indivíduo um bocadinho nervoso e demasiado preocupado – são apenas reflexo da forma como cada um dos Madrigais se vê ou é visto. “Qualquer pessoa está familiarizada com esta tensão entre a forma como olhamos para nós mesmos e a imagem criada pelos outros”, diz Lin-Manuel Miranda, autor das canções através das quais nos são revelados os verdadeiros sentimentos e desejos dos personagens (em hits imediatos como “No Fundo, Sempre”) ou acontecimentos passados, como a tragédia a partir da qual a magia brotou.

Ambientado num lugar que, embora fictício, retrata a beleza vibrante e diversa da Colômbia, tanto do interior como de grandes cidades como Bogotá e Cartagena, Encanto evoca a tradição narrativa do realismo mágico, frequentemente associado à literatura latino-americana. Segundo Bush e Castro Smith, as borboletas amarelas, que vão surgindo como presságios, são uma homenagem a Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. E, à semelhança de A Casa dos Espíritos, a obra de estreia de Isabel Allende, a 60.ª longa-metragem de animação da Disney também se foca em três gerações de uma família unida por laços de amor e, senão de ódio, pelo menos uma boa dose de incompreensão, tão complexos quanto duradouros.

Por entre números musicais de arrepiar os pêlos dos braços, coreografias dignas de videoclipe, momentos existencialistas e diálogos ora comoventes, ora muito, muito divertidos, esta nova aventura musical convida grandes e pequenos a reflectir sobre quem são e quem querem ser, o quão honestos são consigo mesmos e com os outros e a forma como se relacionam e demonstram afecto. A estreia nos cinemas portugueses está marcada para esta quinta-feira, 25 de Novembro. A versão dobrada conta com vozes como a de Carina Leitão (Mirabel), Heitor Lourenço (Bruno), Custódia Gallego e Helena Montez (abuela Alma), Mariana Pacheco (Luisa), Pedro Bargado (Felix), Ana Cloe (Pepa), Sissi Martins (Dolores), Alexandre Carvalho (Camilo), Vânia Pereira (Isabela), Julieta (Mónica Garcez), Antonio (Filipe Oom) e Agustín (Pedro Pernas).

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Escrito por Comunicación Cultural

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