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Neste encontro literário, diz-se poesia em Língua Gestual Portuguesa

todayoctubre 21, 2022 2

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Neste encontro literário, diz-se poesia em Língua Gestual Portuguesa

O que é a poesia surda? Quem faz, e como se faz? Que particularidades tem? Os ouvintes também podem apreciar? É o que terá oportunidade de descobrir no primeiro Encontro de Poesia S/surda, marcado já para este sábado, 22 de Outubro, das 15.00 às 19.00, na Casa Fernando Pessoa. A ideia é juntar pessoas surdas e ouvintes a autores, professores, editores e tradutores para um dia inteiro de conversa bilíngue, em português e em Língua Gestual Portuguesa. A entrada é gratuita.

“As pessoas ouvintes muitas vezes desconhecem, mas esta questão das artes visuais é uma manifestação [cultural] muito importante dentro da comunidade surda, tal como as questões da língua, da identidade e da cultura”, diz-nos ao telefone Sofia Figueiredo, intérprete de Língua Gestual Portuguesa (LGP) e co-responsável pela programação do Encontro de Poesia S/surda, juntamente com Patrícia Carmo e Sandra Bragança. “A poesia e a literatura surdas são, por isso, também muito importantes, e já existe produção na área, nomeadamente declamações de poesia em Língua Gestual Portuguesa e livros escritos em português, que incluem um DVD, por exemplo, com interpretação do texto em LGP, como acontece com as obras editadas pela Surd’universo. E é de extrema importância divulgar.”

Entre as 14.00 e as 15.00, haverá uma visita guiada à Casa Fernando Pessoa, mediada por uma pessoa surda e interpretada em português. Mas o encontro literário só arranca às 15.00, com uma conversa sobre “Literatura S/surda: conceção e edição”, que conta com moderação de Cláudia Romão Pereira, e a participação de Alice Inácio, Rui Pinheiro e Sandra Coelho. “A Cláudia é professora de português a alunos surdos, trabalha na Casa Pia de Lisboa, no Centro Educação e Desenvolvimento Jacob Rodrigues Pereira, e domina a Língua Gestual Portuguesa”, conta-nos. “A Alice é surda, mas fala português e tem escrito artigos e livros sobre a sua condição e outros aspectos da vida. O Rui é um dos sócios da Surd’universo. E a Sandra é uma contadora de histórias em Língua Gestual Portuguesa e fez parte da equipa do programa Conta Um Conto da RTP.”

Segue-se, das 16.30 às 17.30, uma segunda conversa sobre “Poesia S/surda: criação e declamação”, com moderação de Patrícia Carmo, e a participação de Alexandra Perry, Amílcar Furtado e um dos membros do projecto Mãos que Cantam. “O Amílcar, que também fez parte do Conta Um Conto, vai falar-nos de poesia visual, da sua criação, e as suas vivências enquanto pessoa surda e como isso o influencia enquanto poeta. E a Alexandra Perry que, apesar de não ter uma presença tão grande online, é uma declamadora de poesia em encontros de pessoas surdas. Depois, temos também um dos elementos do Mãos Que Cantam, que é um grupo de pessoas surdas que cantam em Língua Gestual Portuguesa.”

O Encontro de Poesia S/surda termina com um momento de interpretação, com a participação dos poetas convidados, Alexandra Perry, Amílcar Furtado e o projecto artístico Mãos que Cantam. “Foi difícil escolher os convidados, porque tivemos de deixar muitos de fora”, lamenta Sofia. “Mas queríamos trazer duas componentes: a poesia, porque é um encontro de poesia, e a literatura surda, que é feita por pessoas surdas, para pessoas surdas e dita em Língua Gestual Portuguesa. É por isso que vamos ter, por um lado, autores e, por outro, declamadores”, explica Sofia. “No futuro, gostávamos também de trazer artistas internacionais, que se têm debruçado muito sobre o visual vernacular [um género estético-poético da língua de sinais].”

Casa Fernando Pessoa. Sáb 15.00-19.00. Entrada livre

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Escrito por Comunicación Cultural

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