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O Pinóquio está de regresso aos Restauradores e a rua voltou a ser o que era

todayenero 27, 2022

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O Pinóquio está de regresso aos Restauradores e a rua voltou a ser o que era

Não é exagero dizer que a Praça dos Restauradores não foi a mesma durante estes últimos anos sem a grande esplanada do Pinóquio a dar cor e vida à rua. O edifício entrou em obras, mas nem por isso a cervejaria e marisqueira se deixou ficar. Mudou-se provisoriamente para a Rua de Santa Justa, para uma casa que deixa agora para voltar onde tudo começou. Não fosse o ar mais moderno e poder-se-ia dizer que tudo voltou a ser o que era – e ainda bem. 

Pinóquio
Ricardo Lopes

Com uma história que soma quase quatro décadas, o Pinóquio voltou há uma semana aos Restauradores. Modernizou-se, ganhou espaço, sem perder a alma e a cor de sempre. Continuam verdes as paredes, agora mais claras, tal como a camisa de quem sempre nos serviu. Na frente, o aquário do marisco de um lado e a montra dos peixes do outro, não muito longe do que era antigamente. Ao fundo da sala, agora mais contemporânea, salta à vista um painel com uma lagosta da centenária Viúva Lamego. Descendo ao piso inferior, ficam duas salas mais pequenas, uma das quais pode ser reservada para grupos – “Se houver um grupo que queira vir ver a bola, temos televisão nesta sala, coisa que nunca tivemos”, diz Lourenço Mello Breyner, um dos sócios, sobre esta zona nova do restaurante. Este piso inferior é todo ele uma novidade, visto que o Pinóquio passou a ocupar também o piso térreo da lateral do edifício, virada para a Rua do Regedouro. Em breve, também aí nascerá uma esplanada, mas tudo a seu tempo. Lourenço não quer pressas, para que tudo corra sem prejudicar o serviço. 

Já na esplanada de sempre, os tons são outros, ou não se chamasse o hotel que ali abriu Blue Liberdade Hotel. Os verdes de outros tempos deram lugar aos azuis. O resto está lá, com destaque para a azáfama de pessoas a chegar à procura de mesa, tantas delas clientes de sempre. 

Pinóquio
Ricardo Lopes

“Nós nem quisemos anunciar nada e tentámos que isto fosse um soft-opening, mas não foi possível. Temos estado sempre cheios”, comenta o responsável, dando conta do regresso de muitos saudosistas. “Surpreendeu-nos, ainda não íamos abrir a parte de baixo e tivemos de abrir porque havia imensa gente à espera. A marca Pinóquio é uma marca muito forte e temos de a defender a todo o custo”, continua Lourenço, para quem este é um regresso há muito esperado. “Saímos daqui há três anos e era para durar seis meses, mais ou menos. Aconteceram uma data de factores que atrasaram a obra.”

Tanto tempo depois, já nem é possível apagar a história que se viveu na Rua de Santa Justa. “Já temos raízes lá em baixo e uma das coisas que queremos fazer é tentar manter aquela casa também aberta. Agora fechámos porque queríamos abrir esta e queríamos trazer a máxima força para aqui, mas dentro de um mês queremos tentar abrir Santa Justa porque realmente o sítio surpreendeu-nos”, revela Lourenço. “O restaurante está muito bonito, funcionou lindamente, acho que não defraudou ninguém e queríamos ver se ficávamos com aquela casa.”

Por ora, as atenções estão todas viradas para os Restauradores, até porque ainda se estão todos a adaptar. “Ganhámos muita coisa. O espaço melhorou bastante, modernizou-se. O Pinóquio necessitava de uma remodelação há muito tempo, em termos de tudo, de maquinaria, de balcões, área de empregados. Estávamos atrasados uns tempos e agora estamos preparados para receber esta gente toda com a qualidade que queremos com a carta de sempre.”

Pinóquio
Ricardo LopesBife do lombo pica-pau

E é pela carta que muitos acorrem ao Pinóquio. Seja pelas amêijoas à bulhão pato na cafeteira (31€), seja pelo bife do lombo pica-pau (26,50€). “Não somos os fundadores do Pinóquio, mas é obrigatório manter a mesma forma de estar dos fundadores. Eu até podia chegar aqui e meter um leitão, mas não saía. As pessoas vêm à procura das amêijoas, do pica-pau, dos arrozes [como o de marisco com lagosta, gambas, amêijoas, lulas e tamboril, 32€/1pax]. Era escusado, temos de nos focar naquilo que realmente somos bons”, defende Lourenço Mello Breyner. São eles “o marisco, as carnes e os arrozes”. 

Praça dos Restauradores 79 (Baixa). Seg-Dom 12.00-23.00

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Escrito por Comunicación Cultural

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